quinta-feira, 4 de agosto de 2011

Olá pessoal...

Encontrei este blog na net e achei um tanto interessante. Nele encontramos leituras, dicas de língua portuguesa e um vasto acervo de conteúdos literários. Uma ótima opção. Acesso: Peregrina Cultural.  A tag português também é bastante interessante: http://peregrinacultural.wordpress.com/tag/portugues/

quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Canal no YouTube exclusivo para candidatos do Enem e vestibulandos...


 Para quem quer saber mais sobre vestibular e Enem, existe o Canal Oficina do Estudante. Lá você encontrará dicas de estudos, video aulas e outros recursos dinâmicos para um aprendizado otimizado.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Artigo de Opinião


É comum encontrar circulando no rádio, na TV, nas revistas, nos jornais, temas polêmicos que exigem uma posição por parte dos ouvintes, espectadores e leitores, por isso, o autor geralmente apresenta seu ponto de vista sobre o tema em questão através do artigo de opinião. 

É importante estar preparado para produzir esse tipo de texto, pois em algum momento poderão surgir oportunidades ou necessidades de expor ideias pessoais através da escrita.
 

Nos gêneros argumentativos, o autor geralmente tem a intenção de convencer seus interlocutores e, para isso, precisa apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opiniões.
 

O artigo de opinião é fundamentado em impressões pessoais do autor do texto e, por isso, são fáceis de contestar.

Para produzir um bom artigo de opinião é aconselhável seguir algumas orientações. Observe:
 

a) Após a leitura de vários pontos de vista, anote num papel os argumentos que mais lhe agradam, eles podem ser úteis para fundamentar o ponto de vista que você irá desenvolver.
 

b) Ao compor seu texto, leve em consideração o interlocutor: quem irá ler a sua produção. A linguagem deve ser adequada ao gênero e ao perfil do público leitor.
 

c) Escolha os argumentos, entre os que anotou, que podem fundamentar a ideia principal do texto de modo mais consciente, e desenvolva-os.
 

d) Pense num enunciado capaz de expressar a ideia principal que pretende defender.
 

e) Pense na melhor forma possível de concluir seu texto: retome o que foi exposto, ou confirme a ideia principal, ou faça uma citação de algum escritor ou alguém importante na área relativa ao tema debatido.
 

f) Crie um título que desperte o interesse e a curiosidade do leitor.
 

g) Formate seu texto em colunas e coloque entre elas uma chamada (um importante e pequeno trecho do seu texto).

h) Após o término do texto, releia e observe se nele você se posiciona claramente sobre o tema; se a ideia está fundamentada em argumentos fortes e se estão bem desenvolvidos; se a linguagem está adequada ao gênero; se o texto apresenta título e se é convidativo e, por fim, observe se o texto como um todo é persuasivo.
 

Reescreva-o, se necessário.
Por Marina Cabral
Especialista em Língua Portuguesa e Literatura
 
Equipe Brasil Escola

Jornal estudantil é fonte de informação em centro de ensino


Maior fonte de disseminação de informação da unidade de ensino
de Divinópolis do Centro Federal de Educação Tecnológica de
Minas Gerais (Cefet-MG), o jornal Nós é mantido em parceria
com os alunos. Criado em 2007, a publicação resultou de um
projeto de iniciação científica para alunos de ensino técnico e
profissionalizante proposto pelo professor de redação da
escola, Luiz Carlos Gonçalves.

Todos os alunos da escola podem contribuir com sugestões
de pauta ou com produção de textos e ilustrações. Mas os 
maiores colaboradores são os alunos das aulas de redação e 
bolsistas do projeto. Segundo o professor, as aulas
de redação são transformadas em “reuniões de pauta”. 
Os alunos são preparados para entender
o trabalho de preparação do texto jornalístico
desde a concepção da pauta até a criação do leiaute, 
passando pela produção de fotos e gráficos. 
São discutidos ainda temas ligados à análise 
do discurso e a interação entre a imagem e o texto.

A inovação introduzida pelo jornal está na linguagem,
na abordagem dos temas e no leiaute do jornal.
Segundo Gonçalves, que é mestre em análise do
discurso, a linguagem é formal e isenta para que
o jornal tenha credibilidade. O Nós é distribuído a 
todos os alunos da escola e enviado para escolas
de ensino fundamental e médio e em curso 
preparatório para o Cefet. O boletim impresso
está em sua 14ª edição e deu origem a umaversão na internet. 
Além do jornal, o professor coordena o sítio e o twitter.

Muitos alunos dizem que tentarão faculdade de 
comunicação depois da experiência com as aulas
voltadas para o texto jornalístico. Uma das primeiras
bolsistas do programa, Bárbara Regina,
conquistou uma vaga para o curso de comunicação da
Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), 
onde desenvolve projetos baseados em sua experiência
com o Nós.

Ana Júlia Silva de Souza

Fonte:Ministério da Educação
Versão online do jornal Nós: Jornal Nós 

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Quando amar é errado...


Diariamente nos deparamos com a expressão “Te amo”. Bem, essa declaração não traz nada de errado com o seu significado, entretanto, foge às regras da norma culta. Não se pode iniciar frases com pronome oblíquo átono. Sendo assim, para declarar-se, ou continuar sendo amado, você tem outras opções: “Amo-te!” ou, simplesmente, “Eu amo você”.  

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Inscrições abertas para o 25º prêmio Jovem Cientista

Já estão abertas as inscrições para o prêmio Jovem Ciêntista. Tal projeto é coordenado pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e é aberto a alunos do ensino médio. Se informe melhor no site:

www.jovemcientista.cnpq.br

quinta-feira, 23 de junho de 2011

Revolucione a sala de aula - Stephen Kanitz


Qual a profissão mais importante para o futuro de uma nação? O engenheiro, o advogado ou o administrador? Vou decepcionar, infelizmente, os educadores, que seriam seguramente a profissão 
mais votada pela maior parte dos leitores. Na minha opinião, a profissão mais importante para definir uma nação é o arquiteto. Mais especificamente o 
arquiteto de salas de aula.
Na minha vida de estudante freqüentei vários tipos de sala de aula. A grande maioria seguia o padrão usual de um monte de cadeiras voltadas para um quadro negro e uma mesa de professor bem imponente, em cima de um tablado. As aulas eram centradas no professor, o "lócus" arquitetônico da sala de aula, e nunca no aluno. Raramente abrimos a boca para emitir nossa opinião, e a maior parte dos alunos ouve o resumo de algum livro, sem um décimo da emoção e dos argumentos do autor original, obviamente com inúmeras honrosas exceções.
Nossos alunos, na maioria, estão desmotivados, cheios das aulas. É só lhes perguntar de vez em quando. Alguns professores adoram ser o centro das atenções, mas muitos estão infelizes com sua posição de ator obrigado a entreter por cinqüenta minutos um bando de desatentos.
Não é por coincidência que somos uma nação facilmente controlada por políticos mentirosos e intelectuais espertos. Nossos arquitetos valorizam a autoridade, não o indivíduo. Nossas salas de aula geram alunos intelectualmente passivos, e não líderes; puxa sacos, e não colaboradores. Elas incentivam a ouvir e obedecer, a decorar, e jamais a ser criativos.
A primeira vez que percebi isto foi quando estudei administração de empresas no exterior. A sala de aula, para minha surpresa, era construída como anfiteatro, onde os alunos ficavam num plano acima do professor, não abaixo. Eram construídas em forma de ferradura ou semicírculo, de tal sorte que cada aluno conseguia olhar para os demais. O objetivo não era a transmissão de conhecimento por parte do professor, esta é a função dos livros, não das aulas.
As aulas eram para exercitar nossa capacidade de raciocínio, de convencer nossos colegas de forma clara e concisa, sem "encher lingüiça", indo direto ao ponto. Aprendíamos a ser objetivos, a mostrar liderança, a resolver conflitos de opinião, a chegar a um comum acordo e obter ação construtiva. Tínhamos de convencer os outros da viabilidade de nossas soluções para os problemas administrativos apresentados no dia anterior. No Brasil só se fica na teoria.
No Brasil, nem sequer olhamos no rosto de nossos colegas, e quando alguém vira o pescoço para o lado é chamado à atenção. O importante no Brasil é anotar as pérolas de sabedoria.
Talvez seja por isto que tão poucos brasileiros escrevem e expõem as suas idéias. Todas as nossas reclamações são dirigidas ao governo - leia-se professor - e nunca olhamos para o lado para trocar idéias e, quem sabe, resolver os problemas sozinhos.
Se você ainda é um aluno, faça uma pequena revolução na próxima aula. Coloque as cadeiras em semicírculo. Identifique um problema de sua comunidade, da favela ao lado, da própria faculdade ou escola, e tente encontrar uma solução. Comece a treinar sua habilidade de criar consenso e liderança. Se o professor quiser colaborar, melhor ainda. Lembre-se de que na vida você terá de ser aprovado pelos seus colegas e futuros companheiros de trabalho, não pelos seus antigos professores.
Stephen Kanitz é administrador (www.kanitz.com.br)
Publicado na Revista VEJA, Editora Abril, edição 1671, Ano 33, nº 42 de 18 de outubro de 2000, página 23